segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mais um dia, e a necessidade cresce dentro do meu ser. Não sei controlar, é como se eu precisasse, necessitasse. É uma vontade maior, um sentimento terrível, que  me cobre, que me sufoca, que me mata, me mata aos poucos. Me tira o ar, me tira o chão. Não quero, renuncio, me deixa, me larga, me arremessa longe, me deixe, pelo amor de Deus, se desfaça de mim. Se jogue longe, e não volte. Para nunca mais poder me grudar a você da forma que eu estou aqui, caída, aos poucos, aos poços, a lama, jogada, precisando de sua ajuda, precisando de sua presença. Não chegue perto, tudo piora, eu te tenho como uma necessidade incompreendida por muitos, mas eu sinto, eu tenho, dentro de mim, eu tenho, você guardado, atirado às traças, e depois eu te pego, de volta, te trago pro meu quarto, te cuido, te acalmo, e te digo: não fujas, não me deixes, não corras, não tenhas medo, eu te quero, assim, bem perto, de mim, como nunca foi, e como sempre será! Mas tudo é tão vago, que meus sentimentos se misturam, e eu lembro, do quão, e quão trágico são esses finais, do quanto eu preciso ter pulso firme, e não cortá-los pela sua ausência, que é angustiante, atormentadora. Se lance fora do meu âmago, do meu ser, se lance fora de mim. Eu te vomito, porque você não é intenso, você é meio, meio que meio, meio assim, meio lá, meio cá! Não, eu te renuncio. Adeus!
Que eu não me iluda, e não caia nas mesmas tentações, nas mesmas expectativas criadas a cada dia. Porque eu só sei amar e malamar como todo ser imortal. Todos esse sentimentos me toma, me jogam, me lançam contra minhas vontades de princípios, contra tudo que eu julgo correto, tudo que eu julgo morno, mas que há meio termo, que há pesar. Não quero pesar, não quero me lançar, mas não quero ser morna. Quero me doar, e também receber a doação. Que eu saiba ser, porque eu deixarei ser, eu permitirei, eu me doarei, eu me entregarei, meu corpo, minha alma, tudo tão vão, tudo tão, tão do mundo, tudo que não me pertence, que seja do mundo, ao mundo estou, aqui, rendida, entre tantas cores, sentimentos, vontades, medos, e psicoses, me salvem do mal, mas me deixem no bem, me deixem sentir, me deixem aprofundar, e nesse extase da vida, nessa loucura alucinante, que eu saiba amar, e malamar, eu quero, eu quero muito, saber como é se jogar e sair ilesa, como é ser sem feridas, riscos, medos, e fragilidades. Essa minha fragilidade não vai  me levar, meu coração é todo meu ser. Eu sou toda amor, me desculpe, me perdoe, sinto muito. Sou toda amor, meu amor.
Me sinto cansada, como se estivesse precisando de um tempo só para mim, sem ninguém por perto, nem ninguém na mente, sem ninguém no coração e também sem ninguém na boca.  Se descolem, se desgrudem, me deixem, eu preciso disso, necessito saber mais do que eu mesma sei. Me esquecer, e ser esquecida. Preciso me encontrar certamente como nunca me encontrei antes, talvez eu me pocure até hoje. Talvez eu faça uma reflexão de tudo que poderia ter sido e não foi, e me frustre até hoje, por não conseguir reliazar nem o mínimo do pretendido. Eu tenho sede, eu tenho uma ambição de felicidade muito grande em mim. Eu peço, eu me derramo, eu me jogo, eu me lanço, e me vejo exausta, me vejo totalmente rendida, me vejo rendida a tudo e a todos. A fortaleza mais uma vez se desfaz, e voltam as fraquezas, que me sucumbem, e me pegam de rasteira, de raspão. Mais uma vez me vejo morta, entre tantas mortes e vindas que já tive. Entre tantas ressuscitações que houveram, e são vidas que vem e que vão, e  jamais deixam de ser iguais. Os mesmos sofrimentos, as mesmas esperas, as mesmas angústias. Minha auto cobração, minha auto repelição de tudo que seja bom, pleno e nobre, já não posso acreditar em bonitas histórias, em histórias em quadrinhos, nem em contos de fadas. A minha época não permite, a minha mente flutua por cima disso, e é como se eu visse tudo lá de cima sem ao menos poder distinguir o que realmente vai me fazer bem ou não. É tudo tão confuso, a minha mentalidade passou, a minha experiência transferiu todo o peso do amor aqui, para a razão, e o coração de alguma forma se vê talvez rendido, mas seja enrijecido pelas pancadas e tombos que vem tomando ao decorrer dos anos. Anos esses que foram meses transformados em séculos de sofrimentos e lamúrias. Almas como a minha se reerguem e não sabem de onde, criam força, e alegria para viver não sabem de onde. Mas lutam, bravamente, como todo ser humano que deseja ser amado, ao menos que por segundos, e que ao menos por segundos, seja correspondido, com a mesma intensidade, com a mesma ternura, e com a mesma doçura. Que seja doce, Caio Fernando Abreu! Que seja muito doce.
É pra ti!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quando o desânimo bater, lembre-se: você tem a você sempre, e tem a Força Divina que exala de dentro de si. Lembre-se: pessoas grandiosas não demonstram sua grandiosidade pelo tamanho físico, mas pelo tamanho da alma. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", como dizia o tão famoso Fernando Pessoa. Não deixe a mediocridade se instalar no seu ser. Não se renda, não se deixe abater. O caminho que você traçou pode ter tido pedras, pois então recomece do zero, e não deixe jamais a esperança se perder dentro de si. Ela é essencial para os seres humanos que transportam amor e que acreditam num futuro de felicidade. Não desacredite, não desanime, a vitória vem para aqueles que lutam arduamente, e que no final de suas vidas olham para trás e dizem: eu tenho orgulho e alegria da vida que contruí, dos caminhos que tracei, das escolhas que fiz, de quem amei, para quem me doei, como renunciei, como me joguei de corpo e alma na vida, e saí ilesa. Hoje sou o que sou, por tudo que passei, por todas faltas, perdas e ganhos no caminho, e conseguí com muito trabalho ter a paz que conquistei!
A desistência está longe de ser para os fracos, para os covardes. Às vezes necessitamos desistir para entender  que nosso destino segue outros rumos, que o nosso propósito não é o mesmo propósito do Senhor. Mas antes de desistir, temos que perseverar, lutar até o final, sermos insistentes naquilo que queremos, e nos doarmos por inteiro. Não nos doarmos pela metade, não sermos meio termo, muito menos apáticos. Se você ama, exploda dentro do seu peito todo esse sentimento, demonstre todo o amor, seja dramático mesmo, e jamais deixe a insegurança tomar conta de quem está ao seu lado. Ela pode ser fatal. As pessoas necessitam se sentir amadas, e ouvir que são amadas, por isso, não tenha vergonha, muito menos receio. Fortes são aqueles que demonstram e se abrem diante das pessoas, sem o menor medo do que virá. Essas são pessoas de supremas qualidades, que tem a nobreza dentro de si. Seja mais um forte dentre poucos. Alivie a alma, e leve a vida leve!