segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Que eu não me iluda, e não caia nas mesmas tentações, nas mesmas expectativas criadas a cada dia. Porque eu só sei amar e malamar como todo ser imortal. Todos esse sentimentos me toma, me jogam, me lançam contra minhas vontades de princípios, contra tudo que eu julgo correto, tudo que eu julgo morno, mas que há meio termo, que há pesar. Não quero pesar, não quero me lançar, mas não quero ser morna. Quero me doar, e também receber a doação. Que eu saiba ser, porque eu deixarei ser, eu permitirei, eu me doarei, eu me entregarei, meu corpo, minha alma, tudo tão vão, tudo tão, tão do mundo, tudo que não me pertence, que seja do mundo, ao mundo estou, aqui, rendida, entre tantas cores, sentimentos, vontades, medos, e psicoses, me salvem do mal, mas me deixem no bem, me deixem sentir, me deixem aprofundar, e nesse extase da vida, nessa loucura alucinante, que eu saiba amar, e malamar, eu quero, eu quero muito, saber como é se jogar e sair ilesa, como é ser sem feridas, riscos, medos, e fragilidades. Essa minha fragilidade não vai me levar, meu coração é todo meu ser. Eu sou toda amor, me desculpe, me perdoe, sinto muito. Sou toda amor, meu amor.
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